O Diabo Veste Prada mantém padrão de excelência em seu segundo filme
Tão bom quanto o primeiro.

Tão bom quanto o primeiro. Não, você não leu errado! A parte II de O Diabo Veste Prada mantém o nível do longa original e nos brinda com uma sequência de tirar o fôlego, repleta de looks deslumbrantes, diálogos afiados e reflexões sobre o momento atual do jornalismo.
O fato é que bons profissionais ficam fora do mercado, e o mundo editorial acaba nas mãos de pessoas equivocadas. Nem tudo na modernidade é poético. Ela pode trazer desemprego em massa e fazer faltar algo muito importante: o toque humano. É isso que faz a diferença. O toque de Miranda é único, e uma IA, por mais incrível que seja, não dá conta. Ao lado de sua equipe, ela pensa em tudo: vestuário, locações e, sobretudo, geração de empregos. O mercado da moda, visto por muitos como fútil, movimenta uma cadeia gigantesca e impacta diretamente a vida de inúmeras pessoas. Essa camada, inclusive, me parece ainda mais evidente aqui do que no primeiro filme.
As atuações de Meryl Streep, Anne Hathaway e Stanley Tucci seguem em sintonia e continuam magistrais. O ponto-chave que permanece é a ideia de que estamos em constante evolução e de que algumas figuras, embora pareçam vilãs, não são tão ruins assim, como Miranda.
As locações estão impecáveis. A escolha da Itália como cenário, após Paris no primeiro filme, foi um acerto. O contexto italiano enriquece a experiência, especialmente para nós, amantes da história da arte e da moda. Outro ponto a favor é a trilha sonora pop, perfeita.
Preciso mencionar que me senti hipnotizado por Simone Ashley, que interpreta a assistente de Miranda. Como ela atua bem, e as roupas? Sensacionais! O longa também me parece mais inclusivo, com maior diversidade de corpos e etnias, mostrando que é possível construir um universo plural em prol de um objetivo comum.
O final me pareceu especialmente poderoso ao destacar uma peça-chave carregada de valor afetivo.
Enfim, recomendo muito.
Ps: adorei a crítica aos jovens!
- O Diabo veste Prada
- David Frankel
- EUA
- 2026
- 119
Veredito por dimensão
- 5.0/5.0
- 5.0/5.0
- 5.0/5.0
- 5.0/5.0
- 5.0/5.0
- 5.0/5.0
Anuncie aqui
Falar com a casa →
Alvaro Costa
Alvaro é doutor em História pela UNIOESTE, com doutorado-sanduíche na UNAM, no México. Formou-se em Letras Português/Espanhol, Bacharelado em História e Comunicação Social (Jornalismo) pela UEPG, em Ponta Grossa. Autor do livro E quando a ficção se torna realidade?, atua há mais de uma década na intersecção entre história, literatura, mídia e cultura. É o editor-chefe e único autor do lançamento da Cápsula Crítica.
Página completa


