Por que existimos
Ponta Grossa, Campos Gerais, Paraná, Brasil.
A cultura da nossa região está desaparecendo em tempo real.
Filmes estreiam e somem antes de qualquer leitura. Discos chegam e passam. Livros nascem sem que ninguém os apresente. A cena dos Campos Gerais — vibrante, curiosa, em movimento — vive e se dissolve sem registro. Nenhum arquivo, nenhum gesto editorial que diga “isso aconteceu, aqui, e importou”.
A Cápsula Crítica nasce contra esse esquecimento.
Somos cápsula em dois sentidos. Cápsula como dose: medida calibrada de crítica e curadoria, pra quem ainda quer pensar o que consome. E cápsula como arquivo do tempo: registro vivo da cena cultural da região, capaz de atravessar a próxima década intacto.
Aqui não tem agregador. Não tem manchete escrita pra seduzir algoritmo. Tem texto autoral. Agenda que importa. Contexto que o jornalismo cultural raso parou de oferecer. Cultura regional tratada com o rigor que costuma ser reservado pra cultura nacional. Crítica sustentada por quem tem o vocabulário, a leitura e o tempo de uma vida dedicada a esse estudo.
Nosso compromisso é com dois leitores ao mesmo tempo: quem abre o site amanhã, e quem vai abrir o arquivo daqui a vinte anos tentando entender que década foi essa.
Escrevemos no presente, pensando no presente, pra que o presente não se perca.
Linhas que não se cruzam.
- 01
Resenha só de obra integralmente consumida
Filme inteiro. Livro inteiro. Exposição visitada presencialmente. Não publicamos opinião sobre o que não conhecemos por dentro.
- 02
Conflito de interesse declarado
Quando existe, dizemos. No rodapé da matéria, em linha curta, sem rodeio.
- 03
Erro corrigido com nota visível
Atualização datada. O texto antigo permanece visível. A casa que não erra é a que não publica.
- 04
Direito de resposta garantido
A quem é citado nominalmente em crítica. Sempre. Em condições editoriais equivalentes.
- 05
Release de assessoria nunca vira matéria
No máximo, ponto de partida pra apuração própria. O que sai assinado foi escrito daqui.
- 06
Sem comentários abertos
A discussão pública sobre o que escrevemos vive em outras casas. Aqui o foco é o texto.
Quer falar conosco sobre alguma dessas linhas?
Escrever pra casa
